Projeto de terras raras de mineradora que atua em Goiás recebe licença ambiental e avança para fase de implantação no Chile
Empreendimento de terras raras pesadas recebeu autorização para implantação no Chile e operação após dois anos de análise ambiental.
A mineradora canadense Aclara Resources, que tem atuação na cidade de Nova Roma (GO), recebeu aprovação ambiental para o Projeto Penco, empreendimento de terras raras localizado na região de Biobío, no Chile. A decisão foi tomada por unanimidade pela Comissão de Avaliação Ambiental da região e autoriza a implantação e operação do projeto.
A licença encerra um processo de avaliação iniciado em junho de 2024, que incluiu análises técnicas de órgãos governamentais, participação popular e consulta a comunidades indígenas. Segundo a empresa, mais de 700 observações técnicas e cerca de mil manifestações de cidadãos foram analisadas durante a tramitação.
O Projeto Penco prevê a extração e o processamento de terras raras pesadas, minerais considerados estratégicos para a fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética.
Com a aprovação ambiental, a Aclara dará continuidade ao estudo de viabilidade econômica do empreendimento, cuja conclusão está prevista para o fim de 2026. A expectativa da companhia é iniciar as obras em 2027 e colocar o projeto em operação a partir de 2028.
A empresa afirma que o projeto utilizará uma tecnologia própria voltada à redução de impactos ambientais, com reaproveitamento de água e recuperação progressiva das áreas exploradas.
Além do projeto chileno, a Aclara desenvolve no Brasil o Projeto Carina, em Goiás, apontado pela companhia como seu principal ativo na área de terras raras. A empresa também trabalha na ampliação de sua cadeia produtiva com iniciativas de processamento mineral e fabricação de ligas metálicas destinadas à indústria de ímãs permanentes.
O avanço do projeto no Chile ocorre em um momento de crescente demanda global por minerais críticos, impulsionada pela expansão das tecnologias de energia limpa e pela busca de países ocidentais por alternativas à dependência da China no fornecimento de terras raras. (Com informações Jornal Opção)







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