Desemprego atinge 5,1% no trimestre até dezembro e 5,6% na média de 2025, menores taxas da série
Mercado financeiro esperava desocupação de 5,1% no recorte dos três meses até dezembro.
A taxa de desemprego atingiu 5,1% no Brasil no trimestre até dezembro de 2025, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em setembro, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta sexta (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com o novo resultado, o indicador fechou a média do ano em 5,6%. Tanto a taxa trimestral quanto a média anual registraram os menores patamares da série histórica iniciada em 2012.
O mercado financeiro esperava desocupação de 5,1% para o trimestre até dezembro, segundo a mediana das projeções coletadas pela agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 5% a 5,4%. Não havia previsões para a média anual.
Os dados do IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que investiga tanto atividades formais quanto informais. As estatísticas de trabalho abrangem a população de 14 anos ou mais.
Analistas afirmam que o desemprego baixo reflete uma combinação de fatores. O principal, segundo eles, é o desempenho positivo da economia em meio a medidas de estímulo do governo federal.
Outra questão citada é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação.
Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego porque uma pessoa sem trabalho também precisa estar em busca de oportunidades para ser considerada desocupada. Não basta só não trabalhar.
O mercado ainda é influenciado pela geração de vagas ligadas à tecnologia, apontam analistas. Estudo recente do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual.
Antes da divulgação desta sexta, economistas projetavam taxa trimestral de desocupação próxima de 6% ao final de 2026. É um patamar ainda considerado baixo para o padrão brasileiro.
O emprego e a renda vêm de uma trajetória de recuperação no país, mas agora encontram um cenário de juros altos, o que tende a desaquecer a atividade econômica e, com o passar do tempo, a abertura de empregos.
*Via Folha de São Paulo







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