Sachês de ketchup, maionese e açúcar serão proibidos em restaurantes; entenda

Sachês serão proibidos e estabelecimentos terão que adotar alternativas reutilizáveis no consumo local.

Sachês de ketchup, maionese e açúcar serão proibidos em restaurantes; entenda
Imagem mostra sachês. - Foto: Reprodução

Sachês individuais de condimentos deixarão de ser oferecidos para consumo no local em bares, restaurantes e hotéis a partir de agosto de 2026. A medida atinge itens comuns como ketchup, maionese, mostarda, sal, açúcar e azeite, bastante presentes no dia a dia do setor de alimentação.

A decisão é da União Europeia, e começa a entrar em vigor setembro de 2026, integrando um pacote de ações voltadas à redução de resíduos plásticos. A proposta não elimina os produtos, mas muda a forma como são disponibilizados aos clientes dentro dos estabelecimentos.

A determinação está prevista no Regulamento (UE) 2025/40, dentro do Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR). O foco é diminuir o volume de lixo gerado por embalagens de uso único, especialmente no consumo imediato.

Com a mudança, bares, restaurantes e hotéis deverão substituir os sachês por alternativas reutilizáveis, como dispensadores recarregáveis ou recipientes compartilhados. A oferta dos condimentos será mantida, mas sem o uso de embalagens descartáveis.

O texto prevê um período de transição até 2026, permitindo que o setor se adapte gradualmente às exigências. A expectativa é de ajustes em processos e na forma de fornecimento ao longo desse prazo.

A medida faz parte de uma estratégia mais ampla da Comissão Europeia para reduzir o impacto ambiental das embalagens. O plano inclui a possibilidade de ampliar as restrições até 2030, alcançando outros produtos alimentícios, cosméticos e itens de higiene.

Uma avaliação completa está prevista para 2032, quando serão analisados os efeitos na redução de resíduos e possíveis impactos na saúde pública. A iniciativa acompanha um movimento internacional de diminuição do uso de plásticos descartáveis no setor de alimentação.

Medida afeta o Brasil?

No Brasil, o avanço de regras contra plásticos descartáveis já acontece de forma fragmentada, principalmente em nível estadual e municipal. Capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Florianópolis estão entre as que adotaram leis para restringir itens de uso único, como canudos e sacolas plásticas. Em muitos casos, bares, restaurantes e hotéis foram obrigados a substituir os materiais por alternativas biodegradáveis ou reutilizáveis.

A cidade do Rio de Janeiro foi uma das pioneiras ao proibir canudos plásticos em estabelecimentos comerciais, exigindo versões biodegradáveis. Já em São Paulo, além dos canudos, também foram restringidos copos, pratos, talheres e outros itens descartáveis em bares e restaurantes.

Esse movimento também se expandiu para estados inteiros. No Amazonas, por exemplo, uma lei estadual proibiu o fornecimento de canudos plásticos em diversos tipos de estabelecimentos, incluindo bares, hotéis e eventos, permitindo apenas opções sustentáveis.

Apesar dessas iniciativas, o país ainda não possui uma regra nacional que proíba itens como sachês, como ocorre na Europa. Hoje, existem projetos em discussão no Congresso que tratam da restrição de plásticos de uso único, incluindo sacolas, canudos e embalagens, mas a regulamentação segue descentralizada.

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